quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Preços argentinos (ao câmbio de hoje)

Escola bilíngüe inglês/espanhol de primeira linha – integral, com almoço – R$1.000,00/mês (no ano se paga matrícula + 10 meses ; janeiro e fevereiro não há aula, portanto não se cobra)

Plano de saúde OMINT – casal + 2 filhos – R$600,00

HONDA FIT 0KM – R$32.000,00

Litro de Gasolina R$1,50

Ônibus /Metrô /Luz /Água... – valores desprezíveis, 5 vezes menos que em SP

Condomínio (apto de 2 dormitórios/ bairro bom) – R$200,00

Green FEE (taxa p/ jogar golfe) – a partir de R$15,00 até R$120,00

Assessoria Esportiva de corrida – R$60,00 mensais

Academia de Ginástica – R$90,00 mensais

Aluguel quadra de tênis -1 Hora – R$25,00

Aula particular de tênis – 1 Hora – R$40,00

Jantar fora tomando vinho e pedindo sobremesa em restaurante TOP – casal R$90,00

Como podem perceber, dá para ter vida de rico sem ser rico. Mas como comentei com um amigo, alguns meses atrás, “Não existe mágica. São Paulo é mais caro porque é melhor!”

*Pelo menos os preços que conheço são das coisas que me divertem. 

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

“Brasil, por qué seduce al mundo”




Este final de semana, a revista semanal do  jornal LA NACION publicou em sua matéria de capa, um especial sobre o BRASIL, com o título: “Brasil, por qué seduce al mundo”.

A LNR (La Nacion Revista) é uma revistinha da FOLHA, que vem junto com o jornal aos domingos. Normalmente as reportagens são superficiais e o melhor da revista é a amostra de  shampoo que vem colada nas páginas centrais. Mas como aqui (AR) não existe VEJA, ISTOÉ, ÉPOCA, nem nada parecido, a LNR tem sua importância.

Na capa, uma foto da Gisele Bündchen, que sinceramente, não sei se é ela. Uma foto desfocada, em movimento. Deixa dúvidas. (veja a foto ao lado)

Uma matéria fala de São Paulo, explorando temas de negócios e gastronomia. Está bem escrita. Porém, a foto publicada  mostra a Ponte Estaiada (ver acima)  com o lado mais feio da ponte ao fundo. Poderiam mudar o lado da foto e mostrar as torres da Berrini e Marginal,  e não o Cingapura do outro lado da ponte.

O mapa do Brasil que aparece na revista, obviamente ignora o Estado de Tocantins.

Tirando esses detalhes, que só brasileiro percebe, tudo OK.  Diz que chegou o momento do até então “ pais do futuro”.  Comenta a popularidade de Lula, sua política internacional e o espaço que o Brasil vem tomando no cenário econômico mundial. Aborda problemas sociais do Rio de Janeiro, etc. Enfim, detalhes que estamos cansados de saber, mas que são interessantes de ler em uma abordagem externa.

Segui lendo a matéria, quando me deparei com uma coluna que dizia: NO SOMOS BRASIL, POR SUERTE. Traduzindo: “ AINDA BEM QUE NÃO SOMOS BRASIL”

No primeiro momento que li, achei o colunista, Lucas Llach, um ignorante completo. Depois de ler de novo, achei ele só meio ignorante.

Do ignorante completo para o meio ignorante, concordo quando escreve que Lula é um grande “marketeiro” , que o “ clientelismo político e a corrupção não são menores que os da Argentina e que a a BR 101 (principal estrada do país) tem mais buracos que o  lado escuro da lua”.

Fora isso, ele comenta que a comida brasileira é “ penosa” e que só se salvam as  “vitaminas de frutas”... “que as praias são boas, mas ninguém fala que chove o tempo todo”.... “que normalmente a seleção brasileira é melhor, mas a de hoje é a pior dos últimos 20 anos.”

Em resumo ele diz: “são piores ou iguais a nós(argentinos) em quase tudo”.

Enfim , o tal do Lucas é bem burrão, não entende nada de comida brasileira, muito menos de futebol. Mas tem algumas poucas razões, o que melhorou seu “rating” de IC (ignorante completo) para MI (meio ignorante).

Entrei na internet para ver os comentários sobre sua coluna e felizmente a grande maioria também acha o cara BURRO. Menos pior.

 Se um dia eu escrever “ AINDA BEM QUE NÃO SOMOS ARGENTINA” , prometo que o farei com propriedade. O problema é que não vai caber em um blog.

* quem tiver curiosidade, entre na página do LA NACION  http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1188640

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Frase para fechar a semana e explicar a Argentina em poucas palavras

"SE O MARADONA FOSSE O PRESIDENTE DA ARGENTINA E OS KIRCHNERS OS TÉCNICOS DA SELEÇÃO, OS RESULTADOS SERIAM OS MESMOS", Eu

Abrazos / Buen Finde

* Obrigado a todos que comentaram o blog  de ontém e aos que não comentaram e leram também. Lá embaixo, nos comentários, juntei alguns emails que recebi e compartilho com todos.
Gracias de novo!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Marcio , Paulo e Marcelo – Geração 4.2

Hoje o tema não tem nada a ver com Buenos Aires.  Não poderia deixar passar os especiais encontros que tive nesses dias em São Paulo. Aí vai:

Marcio, 42 anos, estudou no Jaraguá, Palmares, Gávea e Santa Cruz

Paulo, 42 anos estudou no Santa Cruz

Marcelo, 42 anos estudou no Jaraguá e no Palmares

Os 3 foram ao Acampamento Nosso Recanto, mas o Paulo e o Marcelo não se conhecem.

A Geração 4.2 tem famílias numerosas.

Marcio + 4 irmãos / Paulo + 3 / Marcelo + 3

Para nossos pais, as únicas profissões aceitáveis eram: medicina/engenharia/advocacia

Os anos passaram.

Os 3 casaram.

Na  virada dos 40 :

Marcio mudou de país e se separou da mulher

Paulo adotou um filho

Marcelo parou de fumar e fechou sua fábrica

Marcio sou eu e a partir de agora narro em 1a pessoa.

Cada um teve o seu caminho e por qualquer motivo, apesar de morar na mesma cidade, não os cruzava ou não os via há muitos anos.

Marcelo quando tinham 8, 9, 10 anos era meu melhor amigo. Já fazem mais de 30 anos! E acho que não o vi todos esses anos Ou se vi, foi pouco. Mas tinha guardado em um arquivo mental o seu telefone de 30 anos atrás (é claro q o prefixo mudou). Cruzando alguns nomes no “ facebook” nos comunicamos e  rimos dos números telefônicos do passado. Marcamos um almoço e lá fomos nós.

Realmente incrível como depois de tantos anos, um pode olhar para o outro e conversar com uma intimidade como se tivéssemos nos visto na semana passada. No almoço, o Marcelo naturalmente me chamava de Marcinho. Foram 2 horas de almoço, pouco para contar o que se passou nos últimos 30 anos.

Nesta mesma semana, recebi a ligação do Paulo. Alem de termos estudado juntos e ido ao Nosso Recanto, o Paulo também foi meu vizinho de rua. Não fazia 30 anos, mas uns 7 que não nos falávamos. Também muito legal a abertura e franqueza da conversa, de verdadeiros amigos.

O tempo passa, mas os laços feitos no passado são muito sólidos. Tivemos infâncias intensas. Tanto o Marcelo quando o Paulo tem lembranças da quadra de futebol que tinha ao lado da casa que minha família morava, e que era o ponto de encontro de todos os amigos. A lembrança do Paulo é mais dolorosa, pois fugindo do Asdrúbal (um famoso beagle) subiu na trave e enroscou o que não devia no ganchinho que prendia a rede.

Eu, o Paulo e o Marcelo, apesar de caminhos diferentes, hoje vivemos situações parecidas. Estamos em ebulição,, buscando novas oportunidades, no meio de mudanças importantes de nossas vidas. Somos a geração 4.2..... um pouquinho mais que 40, mas ainda longe dos 50. Nos sentimos jovens e as vezes crianças.

O Paulo me chamou de “ networkeiro” . Vou apresentá-lo ao Marcelo.

Obrigado Paulo e Marcelo, por serem personagens de minha história!

* Marcio é Algranti / Marcelo é Soriano / Paulo é Rubano

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Você conhece o Aguinaldo ??

Aguinaldo Rayol?

Aguinaldo Timóteo?

O Guina (ex-Vasco)?

Nenhum deles! Sabem quem é o Aguinaldo na Argentina??

É o nome dado ao 13o salário! Isso mesmo. Receber o Aguinaldo é receber dinheiro do 13o , normalmente pago em 2 parcelas, como no Brasil.

A legislação trabalhista argentina é bem diferente. Para ter direito a 30 dias de férias/ano, é preciso ter 10 anos de casa na mesma empresa. Até 5 anos na empresa, o empregado só tem direito a 15 dias , depois de  5 anos, 21 dias e só com 10 anos tem 30. Muitos não deixam seus empregos, porque já chegaram em 21 ou 30 dias de férias e recomeçar dos 15 não é fácil.

Não há fundo de garantia. Os acordos entre empresa e empregado são mais livres , menos penosos para os empregadores e menos vantajosos para os empregados.

Os salários, incluindo de executivos, são bem inferiores aos praticados no Brasil, especialmente São Paulo.

Bom , p/ concluir: ser empregado em Buenos Aires, para ganhar mais ou menos, ter um patrão argentino, 15 dias de férias e ficar esperando o tal do Aguinaldo . mmmmmm espero não precisar disso.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Breve pausa paulista. Impressões

“Direto de São Paulo”, conto que tenho menos tempo para escrever. 

Me dou conta (um termo meio argentinesco) que os paulistas tem uma vida mais CASA-TRABALHO-CASA que o portenho, seja pelo trânsito, seja pela rotina. Lá é mais frio, mas chove muito menos e todo mundo sai.

O portenho “ disfruta” (outra argentinada) mais a cidade. Está mais na rua, nos cafés, parques, bares, etc.

O portenho se faz mais cidadão. O paulista se tranca em casa.

Com tudo que há em SP de cultural, gastronômico, etc. , aqui (SP) dá mais medo de sair nas ruas. A sensação de insegurança é mais presente. O shopping é o porto seguro e é chato!

Isso de estar lá e cá o tempo todo é bem louco. Acabo valorizando e observando cada detalhe do cotidiano.  Outro dia em uma reunião com um cliente contava um pouco de minha ida para Buenos Aires, dificuldades, etc. . Ele me disse algo que ficou na minha mente. Que eu estava diante de uma grande oportunidade e que tudo depende diretamente como eu encare essa situação de viver em 2 lugares. Tomei sua visão como regra e estou curtindo!

Basta de filosofar. Bom fim de semana!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Cheiro

Todo sábado cedo, depois de correr com o grupo de uma assessoria esportiva de Buenos Aires, muitos se reúnem para tomar café e ficar jogando conversa fora. Sempre é divertido e ta cheio de argentino “ gente boa” ( é verdade).

Esse sábado que passou sentei em frente a um que nunca tinha conversado, meio novo no grupo, e nos apresentamos. Logo ele disse: - “ Marcio” , um nome bem brasileiro. Perguntou de que cidade eu era, etc..... e depois fez o infeliz comentário: - “NAO GOSTO DO CHEIRO DO BRASIL” , as vezes que cheguei no Brasil, há uma mistura de álcool, gasolina, etc. . “ Preferi não criar polemica, mas senti que havia um certo preconceito no ar.

Depois fiquei pensando. ... tenho que agüentar o cheiro de merda das ruas de Buenos Aires todos os dias... ruas sujas... de uma cidade de cães e seus passeadores.... que largam verdadeiras “bombas” a cada esquina. O cheiro de merda já se incorporou no ar de Buenos Aires e o “ cara, muy amigo” não percebe, que vive na merda. VA CAGÁ!!!

Peguei pesado?

* em breve mando foto de uma calçada de Buenos Aires. Foto com cheiro.